domingo, 21 de agosto de 2011

O SOM QUE VEMOS, MAS NÃO OUVIMOS: a linguagem do corpo

Por Prescila Alves Pereira


Quantas vezes um ponto de interrogação se instala em nossa mente por conta da reação de outra pessoa diante de nossa presença ou de nossas palavras? São inúmeras. Saber ler, identificar, decifrar a linguagem corporal é de fundamental importância no mundo de hoje. Sim, porque infelizmente o mundo egoísta e capitalista no qual vivemos tem ensinado as pessoas a viverem dentro de um limite de atos e palavras. No entanto, controlar as palavras é fácil, mas controlar a linguagem do corpo é quase impossível. Diante disso, ler os sinais que o corpo transmite é muito importante, uma vez que através disso, podemos ter uma idéia se nossas palavras estão surtindo o efeito esperado ou não.
Na conquista de um homem, ou de uma mulher ou ainda de um cargo na empresa, saber ler os sinais do corpo pode ajudar muito. Por exemplo, se um homem olha para uma mulher e essa sustenta o seu olhar por alguns segundos e sorri, as chances dele obter sucesso ao propor um encontro são de 99,9%. Ao contrário, se ela olha pra ele e desvia o olhar sem sorrir, nem tente, pois não obterá sucesso. Quando você esta falando com uma pessoa e essa pessoa ao invés de ficar olhando pra você, olha pra baixo ou pros lados, isso significa que o assunto não esta interessando a quem esta ouvindo. Assim sendo, o melhor é mudar de assunto ou se despedir, demonstrando que notou a falta de interesse. Se uma pessoa lhe conta algo e vira os olhos para a esquerda, isso demonstra que a pessoa esta mentindo. Por exemplo: você vai conversar com seu patrão e solicitar um aumento de salário e ele lhe dá uma justificativa para não lhe conceder o aumento pedido, e de vez em quando vira os olhos pra esquerda. A justificativa que esta dando é mentirosa. A mulher que está interessada em um homem, ao conversar com esse homem, deve observar se seu corpo está mais voltado para ela ou não, pois se estiver voltado para ela com os braços livres e gesticulando ao falar, demonstra que esse homem notou a mulher como mulher e dependendo da atitude dessa mulher, há uma grande chance de rolar algo ali.
A linguagem corporal é fantástica, maravilhosa, uma vez que essa fala o que vai dentro do coração. A linguagem do som da voz fala daquilo que o lado racional determina e nem sempre está de acordo com o que o corpo fala. É tão fantástico conhecer essa linguagem, porque através dela identificamos pessoas que são verdadeiras para conosco. No entanto, também é dolorosa, uma vez que sabendo ler a voz do corpo, sabemos quando uma pessoa mente, quando é falsa, desonesta. E isso nem sempre é fácil, pois tendo conhecimento disso, nos machucamos nos ferimos e nem sempre dá pra revelar pra pessoa que sabemos exatamente a verdade não dita através das palavras. Mesmo assim, é bom conhecer essa voz que vemos, mas não ouvimos, uma vez que através desse conhecimento podemos saber quem é verdadeiro e quem é falso. Felizes os que sabem ver o som que não ouvimos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011



Amar não é sinônimo de ser amado




Prescila Alves Pereira

Quão belas são as palavras de um sedutor, os gestos e carinhos, meticulosamente calculados.
E quão cruel são os gestos do desprezo, do abandono.
Acreditam que sem falar a verdade, nos protegem e assim, se afastam sem nada dizer.
No entanto, essa atitude fere o mais profundo do ser, onde nenhum remédio, nem o tempo, nem nada pode curar. Ferem a alma, estraçalham o coração, destroem a inocência, matam a esperança, enterram a auto-estima.
As lágrimas rolam pela face numa tentativa inútil de apaziguar a dor. Por vezes, a dor do coração causada pelo abandono, é tão grande, que externa em febre, que tomba o corpo numa cama, e esse passa a delirar a dor da alma através de palavras desconexas.
Como entender o coração? Como entender a atitude de um ser humano que te trata com carinho e atenção hoje e no outro dia, te trata com rejeição? Onde estará a sensibilidade de uma pessoa assim, que mata a alma, que fere o coração deixando cicatrizes eternas? Eu não sei dizer. Eu só sei dizer, que quando se é ferido assim um milhão de vezes na vida, você aprende, que por mais amor, carinho, atenção e dedicação que se dê a uma pessoa, isso ainda não é garantia de ser correspondido. Depois de levar muitos tapas da vida, você aprende, que a única garantia de não se ferir, não se machucar, é nunca amar ninguém.
No entanto, se você não ama ninguém, você vive em uma eterna solidão. Mas o que é pior: a solidão vivida sozinho ou a solidão compartilhada?
A bondade e o amor não são garantias de felicidade.

domingo, 3 de julho de 2011



O SONHO DE TODO SER HUMANO: o verdadeiro amor

Prescila Alves Pereira




Toda pessoa, independente de idade, cor, estado civil, condição sócio-econômica sonha arduamente em ser amado. Incondicionalmente amado. No entanto, o amor, o verdadeiro e puro amor, é raro, e na maioria das vezes, nunca acontece para algumas pessoas. Afortunados são aqueles que recebe a oportunidade de viver o puro e verdadeiro amor. Infelizes são os que o vivem apenas em sonhos.
O verdadeiro e puro amor, de acordo com o sagrado livro, a Bíblia, é aquele que não arde em ciúmes, é aquele que não busca os próprios interesses. Quantos amores assim você já viu? Eu vi apenas um em toda minha existência. Infelizmente, nunca vivi um assim.
O sonho de todo ser humano é ser incondicionalmente amado. Ser amado na sua forma única de ser. Ser admirado em seus trejeitos e erros, em seus atributos e defeitos. No entanto, a maioria das pessoas amam o sucesso, a beleza, a forma perfeita apregoada pelos inúmeros meios de comunicação.
Tenho visto muito sentimento de posse por ai. Agem como se o outro ser humano, objeto do desejo, fosse um bem sobre o qual se pode ter domínio próprio. Agem como se esse bem pudesse ser controlado em sua forma de agir, em sua forma de ser, em sua essência e totalidade. Seria isso amor? Se isso é amor, a Bíblia em seu conceito de amor errou feio. Sinceramente, acredito no conceito de amor puro e verdadeiro descrito em I Corintios 13, que diz:
Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno, o amor não é invejoso, o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal.
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha, [...]
Permanecem a fé, a esperança e o amor, destas três, o maior é o amor.
Em simples palavras, o verdadeiro amor é aquele que deixa o outro ser livre pra fazer suas próprias escolhas, sem nada exigir, sem pressionar, sem obrigar.
O verdadeiro amor não controla e sorri com a felicidade do outro, mesmo que a felicidade do outro nos traga lágrimas aos olhos.
O verdadeiro amor é puro, inocente, meigo, sincero, verdadeiro. O verdadeiro amor produz alegria no olhar, dá brilho ao semblante, energia e vigor a quem ama e é amado. O verdadeiro amor jamais é egoísta. O verdadeiro amor realiza, constrói e derruba toda e qualquer barreira.
Quão afortunados são os que amam e assim são amados. Porque esse é o amor espiritualizado, o amor que vai além da própria vida. A única coisa que levamos para o além, é o amor que doamos e o amor que recebemos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011



CLARO COMO A ÁGUA



Prescila Alves Pereira

PRA QUE FINGIR?
MENTIR PRA SI MESMO?
NÃO SE PODE ENGANAR O PRÓPRIO CORAÇÃO...
QUANDO O SENTIMENTO VEM...
FUGIR É ATO EM VÃO.
NÃO HÁ LUGAR ONDE SE POSSA ESCONDER,
PORQUE NO CORAÇÃO
NINGUÉM MANDA.
O SENTIMENTO TOMA CONTA,
INVADE O PEITO
INUNDA A ALMA...
NINGUÉM CONTROLA...
NINGUÉM APAGA...
INFELIZMENTE...NEM TODO MUNDO
ENTENDE...
QUE O AMOR ACONTECE
SEM PREVISÃO...
SÃO COISAS DO CORAÇÃO...DO CORAÇÃO.



DEIXE-SE AMAR

Prescila Alves Pereira

Liberte-me do medo de amar,
De expor meus sentimentos e de viver com plenitude,
cada instante ofertado pelo tempo.
Invada minha alma,
percorra suas mãos sobre minha pele,
Deleite-se por meu interior.
Fixe sua face em minha memória,
Divida comigo parte de sua história,
De vida aos seus sonhos...
Reproduza seu reflexo junto ao meu reflexo,
Conduza-me até ao palco de sua mente,
Permita-me fazer morada em seu presente,
Quero desvendar os seus segredos,
Me enlouquecer com seus beijos,
Sentir seu corpo junto ao meu,
Saborear o sabor de sua boca,
Me embebedar em seus olhos calmos e serenos,
Me deixa te amar...permita-me amanhecer contente,
Feliz...sorridente!!!
Tu és a estrela desconhecida dos sonhos meus,
A estrela que estava longe de meu alcance,
Ofuscando a idéia do saber,
Percorri todos os mares,
Norte, Sul, Leste e Oeste,
Portugal, França, Itália, Líbano, Egito, Grécia e não lhe encontrei,
O tempo passava, a esperança desvanecia,
Mas...lhe encontrei aqui, pertinho de mim.
Eu nasci pra você e você nasceu pra mim,
Liberte-se do medo de amar, me ame e deixa eu te amar,
Desfaça das barreiras que o impede de viver um novo amor,
De ser feliz, de aceitar o que a vida lhe traz,
Está na hora de nossas almas se encontrarem e sorrirem,
Abandone os conceitos pré-estabelecidos,
Ame e deixe se amar.





















Para o DIA DOS NAMORADOS:








CARÍCIAS OUSADAS

Autora: Prescila Alves Pereira

Deixa eu te acariciar com as palavras,
Deixa-me dar a você todo o carinho que lhe dedico.
Através das palavras,
Deixa-me demonstrar todo amor que sinto
Por meio das palavras.
E através destas
Sentir seus lábios junto aos meus lábios
Sentir sua respiração ofegante
Seu coração acelerado, competindo com o meu.
Com minhas mãos, me deixa acariciar sua pele;
Tocar cada centímetro, cada poro;
Descobrir cada segredo esculpido pelo escultor maior.
E deixa-me sentir suas mãos másculas tocar cada centímetro de meu corpo
Deixa-me amar através das palavras e assim também me ame,
E passo a passo, num só compasso,
Alcançarmos o êxtase de dois corpos eloqüentes,
Ardentes, sedentos de amor, paixão, prazer...
Se não pode ser real,
Que seja por meio das palavras
Deixa-me te acariciar por meio das letras,
Palavras ousadas, sentidas, queridas,
Que expressam um sentimento quase impossível.
Se não pode ser real,
Que seja eterno.


HISTÓRIAS DE LUANA

I – Os sonhos de Luana

AUTORA: Prescila Alves Pereira Francioli
Contadora, escritora, palestrante, bacharel em Direito, bacharel em matemática e especialista em educação matemática.

Luana, uma garotinha de oito anos de idade, morava no Sítio Paz, no patrimônio de Santa Lúcia, município de Campo Mourão/PR. Possuía características físicas: pelo de cor morena clara, cabelos lisos pretos, olhos castanhos amendoados e imensamente misteriosos, espírito alegre e versátil.
Luana estudava em uma escolinha a uma distância de aproximadamente dois quilômetros de sua moradia. Ia a pé toda a manhã, fizesse sol, chuva, calor ou frio, não importava. Sua família de condições econômicas humilde. Seu pai, que a amava muito, levantava todas as manhãs para preparar o café com pipoca caipira salgada, ou fritar bolinhos de chuva, ou ainda, fazer uma farofa de ovos caipira. Tudo retirado da terra vermelha da propriedade onde moravam. Feito o café, chamava Luana pra ir tomar e se vestir pra pegar a estrada. Feito isso, Luana pegava sua mochila com o material escolar, e ainda escuro, sem medo de nada, subia o morro, passando por meio do milharal, que deixava suas vestes toda molhada, em virtude do orvalho. Mas o fato das roupas ficarem molhadas, não lhe incomodavam. O que Luana queria, era aprender tanto quanto fosse possível. Ao término da aula, ela, sua amiga Luciene e seu amiguinho Jaime, pelo qual Luana suspirava, retornavam pra casa cantarolando e brincando de pega-pega.
Ao chegar em casa, saborear as costeletas de porco com mandioca e virado de couve, Luana arrumava a cozinha pra sua mãe. Terminado suas tarefas domésticas, a menina Luana pegava um livro e ia pro pasto sentar-se a sombra de sua amiga árvore preferida, amiga essa com quem ela falava normalmente sobre seus sonhos e juntas admiravam o rio que passava logo abaixo. Luana confidenciava pra sua amiga árvore, que logo, logo ela iria embora, não porque não gostasse do lugar, ao contrário, ela amava aquele lugar. Ela iria embora, pra estudar muito e tornar-se uma grande escritora, uma grande atriz e se desse, uma estilista famosa. Retornava seus misteriosos olhos para o livro e folheava-o até a biografia do autor, e dizia: amiga árvore, um dia alguém irá ler a minha biografia em um livro que eu tenha escrito, eu te prometo. Em sua cabecinha de menina sonhadora, acreditava ela, que a amiga árvore lhe respondia: eu acredito em você.
Após essa confidência, estendia seus misteriosos olhos para o infinito, imaginando o dia em que poderia descobrir os mistérios que estavam fora daquele lugar que lhe era tão querido. Deitava sob a sombra, e suspirando, voltava a ler.
Aos dez anos, Luana foi embora a busca de melhor escola. Estudou muito, terminou com honra o primário, o ensino fundamental e sonhava em fazer artes cênicas. Durante o segundo grau, participava de um grupo de teatro do município de Campo Mourão, sempre conseguia os melhores papéis. O público que assistia às peças ficavam vidrados com sua interpretação e aplaudiam em pé. Os rapazes se apaixonavam pela voz doce, a maestria e forma contagiosa com que representava, mandavam flores e lhe assediavam, todos sonhando em tê-la como namorada. As moças sonhavam em parecer-se com ela. Não possuía beleza extraordinária, mas seu magnetismo, sua doçura e olhar misterioso eram incontestáveis. Outros se condoíam de inveja e perguntavam a si mesmos: o que há nessa garota que embebeda à todos que a vêem representando. Nas entrevistas de rádio, o locutor parecia ver apenas ela, e a ela fazia quase todas as perguntas. Ninguém sabia explicar o que havia naquela garota.
Os dias passavam, e onde ela ia apresentar-se, era a mesma coisa, magnetismo de todos os que a assistiam. Terminado o segundo grau, Luana tinha que prestar vestibular, e fez de tudo pra conseguir ingressar no curso de artes cênicas. O curso era em Curitiba, e seus pais não tinham condições de mantê-la lá. Tentou conseguir bolsa, mas seus esforços foram em vão. Com os olhos tristes e emaranhados em lágrimas, foi até a única faculdade que tinha em Campo Mourão, pra se inscrever no vestibular. Perguntou pra moça que estava atendendo: qual o curso mais concorrido? A atendente respondeu: Ciências Contábeis. A resposta veio em prontamente: então é nesse que vou me inscrever.
Na data da prova, levantou cedo e de cabeça erguida, atitude decidida, foi fazer a mesma. Passou com ótima colocação. Cursou os cinco anos e tornou-se executiva da contabilidade. Seu sonho de ser atriz, esse ficou sufocado dentro do peito, o mundo perdeu a melhor atriz que poderia vir a nascer. Uma atriz de alma e coração. Uma atriz com dom natural, aquele dado por Deus ao nascer, que todos recebem algum dom ao nascer.
O sonho de ser estilista, ela realizou em parte, cursou o curso técnico de produção de moda, trabalhou em algumas indústrias criando coleções, escreveu colunas em jornais sobre moda, e depois deixou esse sonho de lado, pois o mercado da moda é estafante e extremamente concorrido e se cansou disso.
Mas o sonho de ser escritora permanecia vivo. Começou a escrever, e escreveu um livro de poemas, o qual não publicou. Escreveu um livro de contos, e tentava de todas as formas editá-lo através das editoras desse Brasil afora. Decepcionada, descobriu que no Brasil, editar um livro custa muito caro, não é como na Europa, que os escritores são pagos para escrever. Assim, continuou sonhando, até que conseguiu a aprovação de uma Editora do Rio de Janeiro e conseguiu publicar sua primeira obra. O lançamento foi um sucesso, muitas entrevistas, muitas palestras, e ainda hoje, Luana busca levar suas histórias objetivando propagar a esperança e a fé, sem as quais ninguém pode ser feliz.
Acredita Luana, que toda semente boa plantada produz bons frutos, mesmo que essa semente demore a germinar, pois fazer o bem, mesmo que às vezes, sob lágrimas, sempre traz gratificação indescritível, que dinheiro nenhum no mundo pode pagar.